Tanto projecto e tão pouco tempo aqui para o meu estaminé...mas vamos lá recuperar algum tempo.
Já algum tempo que tenho a pretensão de aderir a um pacote Wireless 3G. Por algumas razões pessoais, o mais provavel será aderir à opção da Vodafone, mas isso tarda em acontecer.
A principal razão, pretende-se com o facto de dispôr de uma boa ligação ligação ADSL do Clix em casa e tão cedo não pretendo eliminar esta opção, afinal, sou um bom cliente dessa loja, a que chamam "Torrents".
Mas vamos por partes. Numa qualquer ligação fixa, actualmente pagamos cerca de 35 a 40 Euros por uma ligação de top, falando do conjunto de serviços existentes no mercado. Outro fenómeno é o sucesso dos portáteis e por isso, houve o aumento ao recurso à opção Wireless doméstica através da compra de um Modem/Router Wireless do seu ISP, ou da compra posterior de um Router Wireless, para que consiga ter um ou mais portáteis com internet, na sua residência, naturalmente, podendo usufruir das capacidades Wi-Fi dos portáteis mais recentes.
Este é o cenário, dentro de casa. Agora vamos pensar fora de casa.
Como sabem, alguns dos conhecidos fornecedores de Internet, começaram a criar HotSpots, nomeadamente em Centros Comerciais e Espaços Públicos. Por exemplo, se forem ao Colombo, ligam-se via Clix, se escolherem o Picoas Plaza será a PT, se quiserem aproveitar uma tarde no Centro Cultural de Belém terão uma ligação Vodafone. O problema é que estamos sujeitos a determinadas regras para que possamos aceder às respectivas redes de forma vantajosa, caso contrário, vamos pagar e bem. Em média, pagamos cerca de 5 Euros por Hora, nesse tipo de ligações. Ou seja, a maior das pessoas não são abrangidas pelas tais "regras" e pagará muito bem cada minuto em que estiver ligado por esses HotSpots.
Recentemente, algumas camâras municipais instalaram alguns HotSpots gratuitos em espaços públicos. Alguns Jardins em Lisboa ou o Centro Histórico de Guimarães são alguns exemplos concretos.
Chegamos a outro nível. Se fora de casa, estavamos limitados aos HotSpots, as operadores de redes móveis perceberam que tinham aí um mercado a explorar. De facto, já alguns telemóveis, permitem há vários anos, o acesso à Internet, mas a velocidades muito lentas, devido à largura de banda das normas mais antigas.
Com a chegada do UMTS, a chamada "Rede de Terceira Geração", vulgarizada por 3G, a banda larga, começou a ser uma (quase) realidade, nas redes móveis.
Na realidade, há dias, foi noticiado que as operadoras estão aquém em termos de investimento na rede 3G, e muito longe do que foi acordado, quando apresentaram as candidaturas para obtenção das respectivas licenças.
Actualmente, as operadoras estão a praticar preços quase proibitivos, na disponibilização de serviços Wireless 3G. Se pensarmos que uma ligação Wireless 3G, será ainda por algum tempo, uma segunda opção, e que as ligações, ditas clássicas, ainda vão vingar por algum tempo, parece-me no mínimo estranho, que as operadoras, considerando o seu know-how, ainda não tenham optado por pacotes pré-pagos.
Claramente, são apresentados pelo menos, dois segmentos de mercado, bem distintos. Em primeiro, temos os clientes, que já dispôem de ligação fixa de banda larga, que têm portátil e que pretendem ter uma segunda ligação permanente. Depois encontramos aquelas pessoas que têm portátil, mas que não têm qualquer ligação contratada.
De qualquer forma, parece-me que os preços terão que descer, mas para os primeiros, parece-me que uma ligação pré-paga e com preços mais acessíveis será a opção ideal. Eu, pelo menos já teria aderido. Para o segundo caso, teriam pelo menos duas opções, isto é, através de contrato e através de uma opção de pré-pagamento.
Parece-me que o número de aderentes seria bem superior ao existente, mas nestas questões, Portugal e as autoridades reguladoras têm ainda um longo caminho a percorrer, para conseguir atingir os objectivos de um tal "Choque Tecnológico"...