Acabo de ler um
artigo deveras pertinente em relação ao estado da Rádio em Portugal. O artigo é da publicação "
Meios & Publicidade" e transmite a visão dos vários directores das rádios nacionais em relação ao panorama da Rádio FM em Portugal.
Parece-me positivo a forma como os vários directores olham para o digital e para a tecnologia como aliados (e não esqueceram os podcasts) e de que forma essa estratégia pode resultar em maior sucesso comercial, na obtenção de mais valias em publicidade.
No entanto, lamento que, não tenha sido abordada a questão dos conteúdos. Não sei se por opção do jornalista ou porque os intervenientes não abordaram a questão.
Provavelmente, os directores das rádios, devem de facto ponderar a utilização dos novos canais que a tecnologia tem aberto nos últimos anos, mas parece-me, que os conteúdos deverão ser revistos e de forma muito séria. Salvo raras excepções, será que alguém suporta ouvir as actuais playlists? Será que os directores já olharam para os números pensando que se calhar a descida deve-se a um decréscimo de qualidade dos conteúdos e não pela concorrência dos novos formatos? Se calhar o segredo não está nos novos formatos, mas nos conteúdos que esses formatos oferecem e na experiência que proporcionam. Até arrisco dizer que a rádio tem uma oportunidade única para ganhar espaço face ao espectro televisivo, através da utilização de recursos que a televisão nunca vai arriscar utilizar, com receio do falhanço comercial. E como temos por oportunidade de constatar, nem a difusão por cabo ou operadoras de TV, veio trazer maior qualidade de conteúdos, salvo algumas honrosas excepções.
Mas esta é somente opinião de alguém que acompanha as principais rúbricas das rádios nacionais via podcast e já vê um considerável número de podcasts em vídeo que se tornaram uma verdadeira opção à televisão.