Domingo, 2 de Dezembro de 2007

Crise? Que crise?

O tema que vou abordar será, provavelmente, um tema recorrente e quase um cliché abordá-lo, mas perante o que vi há minutos, não posso deixar de o fazer e forma objectiva e frontal.

Tentei ir, há minutos ao Media Markt no Estádio da Luz, para ver se encontro um telemóvel para a minha mãe. Perdeu o dela há uns meses e desde essa altura que anda com um Sharp, daqueles modelos em concha, que eu tinha aqui encostado, que está desbloqueado, mas que era, na altura, da Vodafone. Agora, esse Sharp, começa a dar sinais de ter a bateria viciada.

Portanto, a oferta de um telemóvel pelo Natal, seria até cool e resolvido logo um problema. Logo, optei por um espaço comercial, que supostamente não estaria tão cheio como todos os outros. Bom, parece que me enganei e neste momento, em todo o país, todos os espaços comerciais deste país devem estar como a entrada do Media Markt. Com fila para os automóveis e toneladas de pessoas lá dentro. Solução...dei meia volta e regressei a casa.

Esta situação provoca em mim então algumas questões:

"Então os combustíveis não estão caríssimos?"

"As prestações dos Créditos Habitação não estão a bater recordes?"

"Então, e a crise e o desemprego e emprego precário? Não deviam procurar uma fuga aos espaços comerciais?"

O que vejo, com eles olhinhos, é que o número de grandes espaços comerciais aumenta, mas todos eles continuam a encher por esta altura.

Repito, parece cliché abordar esta questão, mas faz-me confusão, ver o ano inteiro as pessoas a lamentarem da situação económica em que vivemos que depois vingam-se todos no período do Natal. Atenção, a minha crítica incide sobre esta contradição, se bem que não vou sequer falar de toda a hipócrisia por detrás desta época. O Natal está desvirtuado através da febre do consumismo e sinceramente, sendo muito frontal, afinal há muita gente com dinheiro, ao contrário do que se pensava, ou então, o recurso ao crédito, vai nesta época bater todos os recordes, que já não são muito simpáticos, tudo isto, para conseguir agradar desejos, por vezes, com um alto índice de futilidade e hipócrisia.

O outro dizia que, "O Fair Play é uma palhaçada!", eu digo, que "O Natal é uma palhaçada!"

Assumo que não serei a melhor pessoa para falar sobre esta temática, mas há coisas que me fazem uma certa confusão...

Nota: Quanto ao telemóvel e às prendas que habitualmente compro, fico-me sempre pelas 3/4 prendas...tendo em conta as pessoas e o orçamento e não tenho problemas em assumi-lo, afinal já estou a pensar nas despesas de Fevereiro...
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publicado por Phil às 15:39
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3 comentários:
De skizofrenik a 2 de Dezembro de 2007 às 20:16
Pois..
É a história do costume.. Está tudo muito mau mas nunca falta dinheiro para telemóveis topo de gama, carros de alta cilindrada e tudo que esteja relacionado com a imagem e o aparato.

Já diziam os romanos: A oesta da Ibéria há um povo que não se governa nem deixa ser governado.

Cumps!
De ArmPauloFerreira a 3 de Dezembro de 2007 às 00:57
Também te esqueces que muito bom português recebe uma merda todo o ano e quando recebe no final de Novembro o subsidio de Natal, sai logo disparado para ver se ainda vai conseguir comprar aquilo que sonhava há algum tempo.
E por exemplo, um chefe de família, vive certas vezes no limite da sua paciência porque em casa a mulher e os filhos massacram que querem isto e aquilo e não sei que mais. Quando se recebe e se tem o mesmo para pagar as contas e ainda um outro ordenado...
é a alegria de ver que pode satisfazer a família.
Podes crer que nesse dia um homem (ou mulher) sente-se orgulhoso de ver a familia satisfeita e de saber que foi o responsável por isso...

Não invalida o que disseste mas alguns por vezes são obrigados a esperar por esta altura.
De Tiago Sousa a 3 de Dezembro de 2007 às 09:24
Subscrevo inteiramente o que disseste e tal como tu acho que o natal está totalmente desvirtualizado, o que importa mesmo e o consumismo desmedido. Eu também não compro prendas, compro recordações para que as pessoas que me são próximas saibam que eu não as esqueço. Mas sabes como é a maioria - "Enquanto houver subsídio de natal é gastar, quando não houver...faz-se mais um pequeno empréstimo".

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